Marcadores

3.2.16

Praeludium (Prelúdio)


A primeira das sete aeronaves, que voavam em linha, era o helicóptero de transporte pilotado por Steve. Na parte traseira, 30 atentos soldados aguardavam o pouso e desembarque, geralmente realizado sem grandes alterações. Naquele dia, as coisas sairiam diferentes.
Quando Steve percebeu, as primeiras rajadas atingiam sua aeronave. As partes de vidro cederam e alguns projéteis transpassaram o corpo do co-piloto Mayer, levando-o a óbito. Estilhaços ainda feriram Steve na mão e no rosto enquanto manobrava o lento CH-53, fugindo da chuva de tiros de variados calibres, que castigavam a fuselagem e faziam a blindagem resistir a duras penas.
O bipe de emergência soou dentro da cabine e a luz vermelha se acendeu. Indicavam falhas nos sistemas auxiliares e os curto-circuitos tomando o painel principal. Na sequência, a perda de potência do motor causada pelo rompimento das mangueiras de óleo e água. Havia fumaça tanto fora, quanto dentro da aeronave. O voo se tornou irregular.

Ferido e sangrando, Steve suava, tentando controlar a aeronave. Sobre a densa floresta viu um vão onde tentaria um pouso forçado. Mas o helicóptero pendeu de uma vez para baixo, e em seguida retomou. Esse movimento desordenado o desviou de um míssil que passou rente à fuselagem, errando o alvo.
Na parte traseira muita fumaça e confusão, os soldados sacudiam e eram atingidos por objetos lançados de um lado para o outro.
Na cabine o piloto se esforçava para realizar seu último intento, ainda sob a chuva de projéteis, mas quando o segundo míssil veio em sua direção e atingiu a cauda do helicóptero, cair foi tudo o que restou...

Nenhum comentário:

Postar um comentário